Não temos como afirmar se DEUS é mesmo o princípio de tudo, mas é inegável que existe uma PERFEIÇÃO NA NATUREZA que até hoje ninguém conseguiu explicar.
Olhando esse bebê e refletindo sobre a maneira como veio ao mundo, lembramos que todos nós já fomos assim, um dia. Todos nós, ao ganharmos VIDA, recebemos oxigênio, nutrientes e hormônios através de um CORDÃO que, embora provisório, nos uniu a um outro ser. Vida mansa! Boa vida aquela onde não nos preocupávamos em buscar o alimento e o teto. Tínhamos abrigo, conforto e cuidados, mesmo antes de existirmos oficialmente.
Foi assim que nascemos, todos nós, sem distinção, seja por parto normal ou induzido, mas sempre protegidos por esse cordão, que nos ligou a um outro ser.
É verdade que muitas pessoas literalmente se enrolaram nele.
É verdade também que outras tantas jamais souberam cortá-lo definitivamente, e, embora adultos, ainda mantêm a mesma dependência material, emocional, ou total.E se isso é certo ou errado, não nos diz respeito, porque não devemos julgar ninguém.
Mas existe uma constatação necessária, talvez hoje mais do que ontem, e provavelmente, menos do que amanhã, devido à "falta de tempo", a banalização da família, o acúmulo de informações, a exterminação de valores humanos, priorizando valores materiais, tornando cada vez mais vital lembrar: CORTAR O CORDÃO UMBILICAL NÃO SIGNIFICA ROMPER OS LAÇOS DE AFETO! Ao contrário, deveria servir para fortalecê-los, a medida em que, ao deixarmos o útero, crescemos, ganhamos inteligência e compreendemos a importância de quem contribuiu para chegarmos aqui.
É claro que variados fatores influenciarão esse fortalecimento: a forma como fomos concebidos, de como fomos recebidos no seio familiar, a maneira como fomos educados, o ambiente onde fomos criados, o amor ou desamor que nos foi ofertado...mas seja qual for o caso, os laços são inegáveis, porque a troca feita entre estes dois seres é tão NATURAL, que natural também é o AMOR que vai uní-los durante toda a existência, porque durante muito tempo foram como UM SÓ CORPO; porque mesmo na distância ou na desavenças, a genética ainda assim vai prevalecer; porque os códigos da mãe (matriz) estarão impregnados no filho (semente), perpetuando aquela geração, levados através da corrente sanguínea e dos caracteres do DNA.
Mães sabem que os filhos não são seus, são do mundo, e é para o mundo que deve prepará-los; Mãe sabe que partirão, que talvez jamais tenham o mesmo convívio tão próximo, de colo, aconchego, beijos e abraços...algumas, mais endurecidas pela vida, nem se importam; outras sofrem silenciosamente, com isso; mas TODAS, sem exceção, esperam que os LAÇOS DE AFETO se desenvolvam, se perpetuem, e que sobrevivam, mesmo distantes, porque CARINHO e ATENÇÃO não se limitam à presença física, a um toque ou alguns presentes, e sim ao cuidado e real interesse que está implícito nos pequenos gestos de cada dia.
Todos os seres humanos são ou já foram FILHOS, mas nem todos tiveram o privilégio de gerar um, e para estas pessoas certamente é bem mais difícil entender que este é um LAÇO indissolúvel.
Ainda assim, se relembrarmos o período onde estivemos por meses no aconchego do útero materno, compreenderemos com maior facilidade que estes são LAÇOS ETERNOS, e que não se rompem JAMAIS.

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