sábado, 2 de agosto de 2014

Escrevo como quem entrega um tesouro:a minha intimidade

Escrever pode ser algo comum, mas escrever com a alma, significa distribuir tesouros.
Tenho um tesouro guardado em cada palavra que escrevo! Eu as entrego como uma gota de orvalho que rega as plantas de um imenso jardim: os leitores. Fico imaginando uma forma de penetrar na textura das folhas, flores, caule e raiz; tentando adivinhar se essas gotas provocam algum resultado, se tocam profundamente, se conseguem adubar, alterar, se contribuem para alguma coisa, ou se apenas escorrem por olhos e ouvidos, superficialmente, sem deixar nada, sem acrescentar coisa alguma.
Qualquer escritor sabe que precisa observar tudo, registrar as pequenas coisas, jamais desprezar detalhes, e sempre extrair conteudo e aprendizado, em todos os momentos.
Mas o escritor de verdade nem seria o que escreve melhor, mas aquele que faz tudo isso com amor,e por isso doa bem mais, por isso seus tesouros possuem enorme valor: o que escreve vem de dentro, fala da sua intimidade, dos seus segredos, do que quase ninguem confessa, por receio ou vergonha. O escritor de verdade se desnuda, despreocupadamente, e distribui com vontade de ver multiplicado, bem menos por orgulho, bem mais por querer deixar algo de bom para todas as pessoas, para o mundo em que vive, levando alegria , fortalecendo e ajudando a erguer os fracos e tristes, sensibilizando e aproximando os mais frios e distantes, e sua recompensa se resume no prazer de sentir-se eterno atraves das palavras que entrega.
Por isso e importante saber-se lido, e melhor ainda, saber-se admirado. Assim , sou agradecida a quem dedica seu tempo a ler minhas palavras, e grata por demais aos que gostam de ler o que escrevo, pois aumentam a minha fome de escrever sempre mais, e alimentam minha vontade de procurar fazer cada vez melhor. Muito obrigada aos amigos leitores (as). Sem voces, nada disso valeria tanto!

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