É, eu preciso dar a mão à palmatória:jamais imaginei que essa JMJ Jornada Mundial da Juventude pudesse provocar tamanha renovação em meu Espírito!...e olha que ja me considero bastante espiritualizada! Mas sair na portaria do meu prédio, em Copacabana, e me deparar com aquele entusiasmo coletivo, me elevou a alma!
Circulando pelo bairro, tive a chance de ver a ALEGRIA invadindo as ruas na figura de uma juventude animada, sadia e determinada, nessa JORNADA em terras brasileiras. E pela primeira vez vi, aqui no Brasil, alguma coisa bem próxima do ideal que almejo para o evento Carnaval das Culturas do Mundo: muita mistura, muita animação e uma enorme harmonia, diante da confraternização de pessoas de todas as cores e de todas as partes do planeta...
Uma imensa felicidade tomou conta desse coração, que desde menina sonha com a universalidade, com a união dos povos, com a força de sentimentos fraternos...e diante dessa salada cultural, a sensação real de que esse sonho é possível, de que não é utopia, de que o convite feito em quase todas as linhas que escrevi e escrevo, e para o qual sempre pedi que a resposta viesse num "SIM, TAMBÉM QUERO", se materializava a minha frente, me dizendo: "SIM, NÓS PODEMOS!"
Ao olhar em volta, me senti numa Babel alegre, de olhares quase infantis, brilhantes, de pescoços munidos de crachás e crucifixos, emoldurados por bandeiras de todos os países e, por todos os lados, gritinhos de felicidade, que nos remetem de imediato aos bancos escolares, às peripécias e aventuras de nossas próprias juventudes...e outra certeza: ah! essa JORNADA é tambem uma grande viagem para TODOS NÓS.
A ENERGIA está no ar, e é tanta, e tão forte, que quase sufoca! A respiração fica ofegante ,o coração dispara no peito, e a gente quase consegue ver a LUZ envolvendo essa multidão de peregrinos brincantes, bastando apenas se deixar vibrar na mesma SINTONIA, energizada pela alegria dessa PAZ!... E eu, ouvidos atentos aos sotaques e acentos dos mais variados, consigo escutar uma sinfonia única de AMOR.
O slogan que criei para o evento jamais foi tão apropriado, e coube como nunca naquela cena: A DIVERSIDADE SEM ADVERSIDADE: PORQUE SER HUMANO É RESPEITAR TODAS AS FORMAS DE VIDA.
Ali já não importa se a homenagem é à Jesus, à Buda, Omolum, Alah ou à Jeová... ali está a FÉ!
E onde houver FÉ, haverá sempre a ESPERANÇA em um mundo melhor.

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