Simpatia é quase amor! Esse é o nome de um livro do poeta Casimiro de Abreu, e também de umfamoso bloco de carnaval aqui no Rio de Janeiro. Nome bastante original e totalmente verdadeiro, porque muitas vezes na vida, confundimos uma enorme simpatia, com amor.
Existem pessoas admiráveis: charmosas, elegantes, bem falantes, com o dom da oratória, simpáticas ao extremo, com personalidades marcantes...não necessariamente bonitas, mas pessoas inesquecíveis. Quem já não encontrou alguém assim?! Antigamente, bem antigamente mesmo, dizia-se "fulano(a) é o tal!" E até o Presidente dos Estados Unidos da América do Norte, ousou dizer ao mundo inteiro "Ele é o cara"!, referindo-se ao nosso então Presidente Luiz Inácio LULA da Silva.
Não é fácil ser assim tão eloquente, tão carismático, envolvente...e você pode ler livros sobre o tema, ( tem uma literatura enorme disponível no mercado), frequentar cursos, ouvir palestras sobre como convencer pessoas, etc, mas a verdade é uma só: isso é um dom! E quem se esforça para conseguir, aos olhos um pouco mais observadores, jamais parecerá natural.
Mas essa atração que arregimenta tantos fãs, tantos admiradores, também não pode ser comparada com o sentimento maior. Admiração é, sim, o primeiro passo para amar. Ninguém ama alguém que não admira! Você pode admirar tudo ou alguma coisa especial naquela pessoa, mas certamente admira, antes de começar a amar um amigo ou se apaixonar por alguém. E é por isso que inúmeras vezes acontece a decepção na amizade, ou desilusão amorosa: quando você descobre que se deixou atrair pelos encantos do frasco, sem se preocupar em de conhecer o conteúdo. Porque cada um de nós é bem mais do que um cabelo bonito, uma voz agradável, um corpo sedutor, um olhar fatal ou o poder de dominar as atenções.
Cada um de nós tem a sua individualidade, suas características próprias que vão além das aparências, que muitas vezes não se exteriorizam facilmente. Nem todo mundo é transparente, por mais que todos digam que são. E aquilo que fica escondido, submerso, voluntária ou involuntariamente, em alguma curva do caminho será descoberto: a identidade, o caráter, a real sensibilidade, as principais virtudes e os piores defeitos.
Ninguém ama uma casca, ninguém ama a superfície. Para amar de verdade, e às vezes pra sempre, você precisa conhecer de verdade, precisa admirar a pessoa pelo que ela é, e não pelo que parece ser, precisa abrir o frasco e ousar sentir a essência, pra saber se realmente gosta do perfume, precisa perceber que a filosofia do bloco carnavalesco é correta: simpatia é, sim, quase amor...meio caminho andado? Pode ser! Mas para ser amor, ainda precisa de uma boa caminhada.


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