"Se voce disser que vai ligar,
sei que minhas unhas vou roer.
Se eu sentar, cruzando as pernas, o pé vai balançar.
O dia custa a passar.
Começo a me irritar.
O sol brilha lá fora, mas nem dá pra perceber.
Se alguem gritar meu nome, não consigo escutar,
fico olhando o aparelho, esperando ele tocar.
A noite chega depressa, a lua no ceu aparece
A espera continua, me angustia, me entristece.
Ajeito o fone no gancho.
Penso que está com defeito.
Numm papel me ponho a rabiscar,
mas isso não vai me distrair.
Olhando para o meu riscado, vejo seu nome surgir,
a minha mão obedece a minha mente...
e eis que o telefone toca, de repente!
Atendo com alô, digo meu número,

num esforço sobre-humano.
A voz do outro lado confere friamente,
e diz, para meu desespero:
"desculpe, foi engano!"
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