
Vivemos sempre com pressa, correndo, correndo, pra lugar algum.
Queremos rever amigos queridos, mas não temos tempo pra isso!
Queremos ler tantos livros interessantes... que pena! Não temos tempo!
Gostaríamos de reencontrar antigas amizades, concluir tarefas intermináveis, testar novas receitas, por em dia aquelas correspondências e emails, arrumar as gavetas, ouvir e dançar aquelas músicas especiais, frequentar aqueles cursos, praticar aquelas lições, ajudar mais as pessoas...precisamos fazer tanta coisa, mas não temos tempo pra nada.
Desde cedo queremos apressar tudo. Na infância, as questões que mais nos afligem estão sempre relacionadas ao tempo: "quando vou entrar pra escola?" , "quando posso usar salto alto?", "quando posso namorar?", "quando vou poder sair a noite?", "quando poderei dirigir um automóvel?", "quando vou morar sozinho?"
E ainda hoje é assim. Nunca sabemos esperar que as coisas simplesmente aconteçam.
Quando se é muito jovem, não tem porque se preocupar com essa agitação: ela é companheira da juventude.
Já a maturidade, às vezes, costuma trazer serenidade, mas quem é que deseja se assumir maduro?
Esse mesmo tempo que tanto buscamos, que perseguimos desesperadamente, querendo agarrá-lo a todo custo, é um tempo que não queremos contar.
Quem de nós gosta de "ficar mais velho"?! Fazer aniversário é uma benção, mas os anos que passam, já não nos interessa contá-los.
É contraditório: queremos tanto ter tempo pra tudo, mas não desejamos que esse tempo passe, e nem que se acabe.
O relógio precisa avançar, para que todos os nossos planos e sonhos se realizem.
Por outro lado, desejamos que nossa idade e corpo se mantenham imutáveis.
Nessa luta de vencer o tempo e de fazer com que ele ande sempre a nosso favor, deixamos de viver com mais qualidade, na angústia de viver com intensidade. Deixamos de admirar as surpresas, tentando adivinhá-las antes que aconteçam. Deixamos de apreciar a beleza e o perfume das flores, querendo colhê-las fora da época. Deixamos de saborear uma fruta por não saber esperar que amadureça. Deixamos de exercitar o diálogo, por querer prever as respostas do outro. Deixamos de sorrir com as alegrias, querendo antecipá-las. Deixamos de amar, preocupados com o amor. Deixamos de viver, porque precisamos "ganhar avida". Deixamos de sentir o prazer, na ânsia de gozar. Deixamos de compartilhar bons momentos com alguem, porque estamos ocupados demais, fazendo planos para o futuro.
Saibamos administrar esse tesouro de valor inestimável: o TEMPO. O tempo que eu tenho é AGORA! não me peça pra esperar o AMANHÃ.
Sejamos aliados do tempo, ele não é um inimigo!
Aprendamos a ganhar rugas, sem lamento, pois com elas, normalmente vem junto a sabedoria.
Aprendamos a olhar no espelho e descobrir outras virtudes alem do frescor de um corpo jovem. Aprendamos a enxergar em nós, outra beleza, que conviva sem atrito com a lei da gravidade. Quando aprendemos, acabamos transmitindo um comando ao espelho que, desobedecendo a realidade, reflete a sua LUZ interior ao mundo: o brilho de quem não tem medo de perder, porque aprendeu que sempre existe algo a ganhar.
Aprendamos que nessa vida, podemos perder o emprego, o (a) namorado (a), o dinheiro, a juventude, os cabelos, os dentes, a pele viçosa, podemos perder uma chance, um prêmio, uma festa, podemos perder qualquer coisa, até a razão!...só não podemos PERDER TEMPO.
legal, realmente é muito rápido ...
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