Por que será que o ser humano tem medo de quem lhe quer bem e adula quem lhe quer mal?
Será que falta confiança, falta esperança ou falta fé? Percebo muito isso quando falo com as pessoas sobre espiritualidade e sobre a existência de anjos. Mesmo falando de coisas boas, sinto os olhares de descrença, de ironia, de sarcasmo, até. Mas quando o assunto é um mega pop star, um político "esperto" ou alguma pessoa que não tem a menor preocupação com a humanidade, os olhos brilham de curiosidade e admiração. Por que será que o mal desperta tanto interesse, enquanto o BEM anda tão desacreditado? Por que será que ninguém acredita em anjos?
Às vezes um anjo surge em nosso caminho e não percebemos. Anjos nem sempre tem asas. Anjos nem sempre são bonitos por fora, embora sempre sejam lindos por dentro. Anjos não necessitam possuir uma voz celestial, mas suas mensagens são sempre sublimes.
Anjos nem sempre dizem o que queremos ouvir; ao contrário, anjos existem para dizer exatamente aquilo que não gostaríamos de escutar.
Anjos aparecem para apontar nossas falhas e as decisões erradas que tomamos na vida, para nos fazer refletir, para tocar naquela ferida que insistimos em esconder.
Anjos chegam para iluminar o melhor caminho, que nem sempre é o caminho mais facil, mas os anjos percebem que não temos a menor intenção de seguir por aquele que é, com certeza, o melhor caminho.
Anjos nem sempre são mais graduados do que nós; muitas vezes são analfabetos nas letras, mas sempre cheios de sabedoria.
Anjos não surgem quando chamamos por eles, mas quando sentem que precisam chegar.
Anjos jamais se revelam anjos. Anjos nunca são perfeitos! Anjos tem uma série de defeitos, todos visíveis, que qualquer um pode notar.
Anjos, quase sempre, não se parecem nada com anjos. Podem ser maltrapilhos ou milionários, muito mais jovens ou muito mais velhos, enormes ou pequeninos, doentes ou saudáveis...e, na maioria das vezes, só compreendemos que eram anjos, quando eles já não fazem mais parte de nossas vidas, quando, por algum motivo, eles vão embora.
Procurando respostas sobre a falta de crença no BEM, traço um paralelo com o progresso tecnológico e vejo o quanto as máquinas substituíram os sentimentos verdadeiros: pessoas se expressam por meio de telas, não se olham mais nos locais públicos e nos transportes coletivos, não se tocam nem se beijam mais, apenas enviam "figurinhas" que expressem a alegria dos beijos e abraços que já não trocam.
Seria essa a nefasta e antiga previsão de que a máquina destruiria o homem? Não uma máquina especial que o combata diretamente, mas que provoque o distanciamento cada vez maior da essência humana?! Se for, te peço agora um favor: que tal você ser o meu anjo e me deixar ser o seu?
